A transformação digital e ecológica está redefinindo o cenário do tratamento de água nas indústrias. A evolução das demandas industriais variam desde a busca incessante por eficiência operacional, redução de custos, conformidade ambiental e, acima de tudo, resiliência diante de desafios crescentes como escassez hídrica, poluição por micropoluentes (PFAS, microplásticos, resíduos farmacêuticos) e pressões regulatórias cada vez mais rigorosas.
O custo da água e do tratamento de efluentes já representa uma fatia significativa do orçamento industrial, tornando essencial a otimização do consumo, reutilização e circularidade dos recursos hídricos. Empresas que não se antecipam a essas demandas correm o risco de perder licenças operacionais, contratos estratégicos e comprometer sua reputação no mercado.
Com isso, a necessidade de inovar nunca foi tão urgente. O aumento do consumo de água em setores como alimentos e bebidas, mineração, papel e celulose, energia e química, aliado à crescente preocupação com a qualidade dos efluentes e a circularidade dos recursos, exige soluções que vão além do convencional. A digitalização, a inteligência artificial (IA), o uso de sensores inteligentes e a automação de processos já não são tendências distantes, mas realidades que impulsionam a performance e a sustentabilidade das operações industriais.
Hoje, a inovação tecnológica é o principal diferencial competitivo para empresas que desejam prosperar em um ambiente industrial cada vez mais exigente e sustentável. Continue a leitura!
A era digital combinada com tecnologias no tratamento de água
A digitalização do ciclo da água é uma das maiores revoluções do setor. Soluções como o Hubgrade, plataforma de monitoramento digital da Veolia, permitem acompanhar em tempo real o consumo, a qualidade e as perdas em toda a rede industrial. Com algoritmos de inteligência artificial, é possível prever vazamentos, otimizar a dosagem de produtos químicos e antecipar manutenções, reduzindo custos e riscos de paradas não programadas.
Outra inovação é o uso de membranas avançadas de ultrafiltração, como a ZeeWeed*. A membrana ZeeWeed 500 pode ser usada em sistemas de biorreatores de membrana que transformam efluentes em água de reúso com qualidade superior, permitindo a recirculação em processos industriais e reduzindo a dependência de fontes externas.
Além disso, os sistemas híbridos de tratamento de água, que integram diferentes etapas de filtração e tratamento, oferecem soluções customizadas para desafios específicos, promovendo maior eficiência energética e redução de resíduos.
Por fim, quando falamos da remoção de poluentes emergentes podemos concluir que também vem evoluindo. Os sistemas AOP (processo de oxidação avançada) e os tratamentos com ozônio e UV conseguem eliminar micropoluentes, pesticidas e resíduos farmacêuticos, atendendo às normas mais rigorosas.
Sustentabilidade e Economia Circular
As tecnologias emergentes no tratamento de água industrial não apenas resolvem desafios operacionais, mas também impulsionam uma transformação ecológica, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A economia circular aplicada aos recursos hídricos representa uma mudança de paradigma: de um modelo linear de "captar-usar-descartar" para um sistema regenerativo que maximiza o valor de cada gota d'água, se transformando em “captar-usar-reutilizar”.
A recuperação de recursos hídricos através de tecnologias como membranas ZeeWeed e sistemas de biorreatores, como o memDENSETM, permite que indústrias transformem efluentes em água de reúso com qualidade superior, reduzindo em até 90% a dependência de fontes externas. Essa circularidade não apenas diminui custos operacionais, mas também contribui diretamente para o ODS 6 (Água Potável e Saneamento) e ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis).
Estas inovações tecnológicas vem redefinindo o padrão das soluções de reúso de água no Brasil abrindo o caminho para a ampla adoção de soluções sustentáveis de regeneração hídrica em toda a América Latina. Segundo um estudo da Two Sides Brasil, setores como papel e celulose já demonstram que é possível recircular mais de 90% da água utilizada nos processos produtivos com tecnologias avançadas que viabilizam a circularidade de água.
Essa sinergia tecnológica cria um ciclo virtuoso onde sustentabilidade e competitividade se reforçam mutuamente, posicionando as empresas como líderes na transição para uma economia verdadeiramente circular e resiliente.
Veolia estabelece novo padrão de reúso de água com a EPAR de Vitória no Espírito Santo
A Estação de Produção de Água de Reúso (EPAR) de Vitória (ES), será a primeira instalação em larga escala do mundo a transformar uma estação municipal de tratamento de esgoto em uma unidade de produção de água de reúso, utilizando biorreatores de membrana de alto desempenho e osmose reversa desenvolvidos pela Veolia.
Com capacidade de processamento de 450 litros por segundo (l/s), o sistema irá regenerar 85% do esgoto municipal proveniente da bacia de Camburi, em Vitória (ES). Ao redirecionar a água de reúso para usuários industriais, o projeto libera recursos hídricos equivalentes ao consumo de quase 200 mil pessoas.
Essa solução permite que as indústrias aumentem sua resiliência por meio de fontes alternativas de água, ao mesmo tempo em que preserva os recursos naturais, transformando um fluxo de resíduos subutilizados em um recurso valioso.
O momento de agir é agora!
A integração de tecnologias emergentes no tratamento de água industrial não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica para garantir a resiliência, a competitividade e a sustentabilidade das empresas. A combinação de soluções digitais, membranas avançadas, biotecnologia e processos híbridos permite criar sistemas inteligentes, compactos e de baixo impacto ambiental, alinhados aos desafios do presente e às oportunidades do futuro.
A atuação em eficiência energética integrada a soluções digitais de monitoramento, como o Hubgrade, permite capturar economias de custos em alguns casos superiores a 15%, reduzindo consumo de água, eletricidade e gás (como o CO2), fortalecendo a operação inteligente e preditiva dos sistemas de tratamento . Simultaneamente, a redução de resíduos é potencializada pelos processos AOP e tratamentos com ozônio, que não apenas removem poluentes emergentes, mas também minimizam a geração de lodo e subprodutos tóxicos.
A experiência mostra que o trabalho conjunto entre indústria, especialistas em tecnologia e órgãos reguladores é o caminho para acelerar a adoção de soluções inovadoras e construir uma indústria mais eficiente, circular e sustentável.
Indústrias que investem hoje em tecnologias emergentes para o tratamento de água conquistam vantagens competitivas, reduzem riscos e fortalecem sua reputação junto a seus clientes, investidores e sociedade. A transformação digital e a integração de soluções inteligentes já não são mais uma opção, mas uma necessidade para garantir a continuidade e o crescimento sustentável.
O tempo de agir é agora. A água, recurso finito e essencial, exige soluções infinitamente inteligentes – e essas soluções já estão disponíveis.
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