WFI Quente vs. WFI Frio: qual sistema escolher para sua planta farmacêutica?

 WFI Quente vs. WFI Frio

WFI Quente vs. WFI Frio: qual sistema faz mais sentido?

A Água para Injetáveis (WFI - Water for Injection) é uma das utilidades mais críticas dentro da A Água para Injetáveis (WFI - Water for Injection) é uma das utilidades mais críticas e reguladas dentro da indústria farmacêutica. Sua geração e distribuição devem seguir rígidos critérios microbiológicos e físico-químicos estabelecidos pelas principais farmacopeias globais.

Historicamente, os sistemas de WFI Quente (baseados em destilação) dominaram o mercado devido à segurança microbiológica inquestionável proporcionada pelas altas temperaturas. No entanto, a pressão por sustentabilidade, a busca pela redução da pegada de carbono e os avanços tecnológicos consolidaram os sistemas de WFI Frio (baseados em membranas) como uma alternativa altamente eficiente e aprovada pelas agências reguladoras.

Neste artigo, analisamos os prós e contras de cada tecnologia para ajudar sua empresa a tomar a melhor decisão de investimento (CAPEX) e custo operacional (OPEX).

Sistemas de WFI Quente

Os sistemas de WFI quente operam em temperaturas elevadas para impedir proliferação microbiológica contínua na malha de distribuição.

Wfi Quente

 

A Solução Veolia: Portfólio Polaris* (MED & VCD)

Para a rota térmica, a Veolia oferece a linha Polaris*, projetada para atender aos mais rígidos padrões de segurança:

  • Polaris* MED (Multiple Effect Distiller): Destiladores de múltiplos efeitos que otimizam o consumo de vapor industrial e água de resfriamento, garantindo WFI de altíssima pureza com máxima robustez.
  • Polaris* VCD (Vapor Compression Distiller): Destiladores por compressão de vapor, ideais para plantas onde a disponibilidade de vapor é limitada, pois utilizam energia elétrica como principal fonte de aquecimento.
Polaris

 

Sistemas de WFI Frio

Já os sistemas de WFI frio utilizam tecnologias complementares de sanitização e monitoramento microbiológico para garantir conformidade sem necessidade de operação contínua em altas temperaturas.

WFI FRIO

 

A Solução Veolia: Orion* (A evolução do WFI a Frio)

A solução emblemática da Veolia para a produção de WFI a frio é o Orion™. Trata-se de um sistema multi-tecnologia montado em skid único que combina:

  • Abrandamento e Filtração (Pré-tratamento);
  • Osmose Reversa (RO) de duplo passo (Remoção de sais e carga microbiológica);
  • Eletrodeionização Contínua (CEDI) (Polimento químico sem regenerantes);
  • Ultrafiltração (UF) final (Garantia absoluta de remoção de endotoxinas e pirogênios).

Orion* é totalmente em conformidade com as normas do ISPE, FDA e USP/Ph. Eur., contando com ciclos de sanitização por água quente integrados.

 

Orion

Tabela Comparativa: WFI Quente vs. WFI Frio

Para facilitar a visualização das diferenças práticas entre as duas tecnologias, preparamos o comparativo abaixo:

Critério de Comparação

WFI Quente (Destilação)

WFI Frio (Membranas)

Tecnologia de Geração

Destilador (Múltiplos Efeitos / Compressão)

Osmose Reversa + EDI + Ultrafiltração

Temperatura de Operação

Estocagem e distribuição > 80°C

Temperatura ambiente (20°C a 25°C)

Consumo de Energia

Muito Alto (Demanda contínua de vapor/eletricidade)

Baixo (Apenas bombeamento e instrumentação)

Pegada de Carbono ($CO_2$)

Elevada (devido ao uso de combustíveis fósseis para vapor)

Reduzida (potencializada pelo uso de energia limpa)

Sanitização da Malha

Autossanitizante (pela própria temperatura)

Química, Térmica Periódica ou por Ozônio

Risco de Biofilme

Praticamente nulo

Moderado (exige controle rigoroso e preventivo)

Custo de Manutenção

Focado em trocadores de calor e purgadores

Focado em calibração de sensores e troca de membranas

O Impacto da Sustentabilidade na Escolha do Sistema

Hoje, a escolha entre WFI Quente e Frio vai além do custo financeiro. As metas corporativas de ESG (Ambiental, Social e Governança) têm peso decisivo.

A destilação térmica exige uma quantidade massiva de energia para evaporar e condensar a água. Se a sua caldeira utiliza combustíveis fósseis (como gás natural ou óleo), o WFI Quente eleva significativamente o escopo 1 e 2 de emissões de gases de efeito estufa da sua planta.

Por outro lado, os sistemas de WFI Frio por membranas operam em temperatura ambiente. A tecnologia Orion* foi projetado com foco em sustentabilidade, reduzindo o consumo de água de rejeito e energia. À medida que a matriz elétrica global migra para fontes renováveis (solar, eólica), a pegada de carbono de um sistema Orion™ tende a zero ao longo do seu ciclo de vida útil.

O grande paradigma do WFI a frio sempre foi a segurança microbiológica. Hoje, com tecnologias de barreira múltipla como o Orion*, provamos ao mercado que é possível obter o mesmo nível de segurança e conformidade de um destilador térmico, mas com uma fração do consumo energético. A transição para o WFI a frio deixou de ser apenas uma meta de sustentabilidade para se tornar uma decisão de viabilidade econômica e eficiência operacional para as farmacêuticas.

Verena Fernandes, Gerente de Desenvolvimento de Negócio, Tecnologias e Produtos, Veolia | Water Tech 

Requisitos de Qualidade: O que dizem as Farmacopeias?

Independentemente do método de produção escolhido (térmico ou por membranas), a água final deve atender rigorosamente aos mesmos parâmetros de qualidade exigidos pelas farmacopeias americana (USP), europeia (Ph. Eur.) e japonesa (JP).

Tanto o Veolia Orion* quanto a linha Polaris* garantem com folga o atendimento aos seguintes limites:

Parâmetro

USP (Estados Unidos)

Ph. Eur. (Europa)

JP (Japão)

Condutividade

< 1.3 μS/cm a 25°C

< 1.1 μS/cm a 20°C

< 2.1 μS/cm a 25°C

Bactérias (Contagem)

< 10 UFC / 100 ml

< 10 UFC / 100 ml

< 10 UFC / 100 ml

TOC (Carbono Orgânico Total)

< 500 ppb

< 0.5 mg/l

< 0.5 mg/l

Endotoxinas

< 0.25 I.U. / ml

< 0.25 I.U. / ml

< 0.25 I.U. / ml

 

Como escolher o melhor sistema para a sua realidade?

Não existe uma resposta única. A decisão deve ser baseada em uma matriz de avaliação técnica e financeira que considere

Infraestrutura Existente: Sua planta já possui capacidade excedente de vapor industrial e água de resfriamento? Se sim, o Polaris* MED pode ser viável. Se a capacidade de vapor está no limite, o Orion* evita o investimento em novas caldeiras. Se quiser eletrificar o processo térmico, o Polaris* VCD é a solução

Metas de Descarbonização: Se a sua empresa tem metas agressivas de redução de pegada de carbono para os próximos anos, o Orion* (WFI Frio) é o caminho natural.

Cultura de Operação e Manutenção: Sua equipe técnica está capacitada para realizar calibrações frequentes, monitoramento online de TOC/Condutividade e sanitizações preventivas? O Orion* exige uma cultura operacional mais analítica e preventiva, totalmente apoiada pelos serviços de suporte da Veolia.

Espaço Físico: Sistemas de membranas como o Orion* costumam ser mais compactos e modulares que sistemas de destilação de grande porte.

Perguntas Frequentes (FAQ)

A Anvisa e a Farmacopeia Europeia aceitam WFI produzido a frio?

Sim. Desde a revisão da Farmacopeia Europeia em 2017, a produção de WFI por métodos de membranas é totalmente aceita. A Anvisa segue as diretrizes convergentes com o PIC/S, aceitando a tecnologia de WFI Frio desde que o sistema seja robusto e validado. O Veolia Orion* é amplamente utilizado globalmente para esta finalidade, atendendo a todas as exigências regulatórias.

Qual é a principal diferença de custo (CAPEX e OPEX) entre os dois sistemas?

Geralmente, o WFI Frio (Orion*) apresenta um CAPEX (investimento inicial) menor em comparação com destiladores térmicos de grande porte. No OPEX (custo de operação), o Orion* também é muito mais vantajoso, pois elimina o consumo massivo de vapor. Contudo, exige a troca programada de consumíveis (membranas e cartuchos de ultrafiltração).

Como o sistema Orion* garante a segurança microbiológica mesmo operando a frio?

O Orion* conta com um sistema de sanitização por água quente (85°C) totalmente automatizado para o skid de geração. Além disso, a ultrafiltração final atua como uma barreira física absoluta contra bactérias e endotoxinas. Para a malha de distribuição, a Veolia projeta sistemas de sanitização periódica por ozônio ou calor, garantindo risco zero de contaminação.

O WFI Frio oferece mais riscos de contaminação por biofilme?

Por operar em temperatura ambiente, o risco teórico é maior que no sistema quente. No entanto, com a engenharia de ponta da Veolia (velocidade de fluxo turbulento na malha, ausência de pernas mortas/dead legs, instrumentação analítica online e sanitizações preventivas programadas), o risco é mitigado a níveis equivalentes aos do sistema quente.

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 *Marca registrada da Veolia; pode estar registrada em um ou mais países.